Os maus
amores,
Os que me
machucaram, corroeram, magoaram,
Os que
pedaços e cacos de mim, abruptamente,
Violentamente,
arrancaram
Os olhares
não correspondidos,
Os sorrisos
frustrados...
As histórias
não vividas,
Não
desfrutadas!
Sangrentos
fados,
Prantos
levados
Na verdade,
não me quebraram,
Muito ao
contrário do que pensava.
Os golpes
que pareciam os de uma toada destoada
Trágica, sem
rumo, até desvalida
Me
burilaram, (en)formaram,
Para que eu
estivesse do tamanho certo,
No dia em
que, finalmente,
Encaixasse
em ti, naco de min’alma,
Pedaço de
mim...
O amado amor
que reside aqui
Cada
martelada doída que levei,
Cada lágrima
que, completamente em vão, derramei
Foi engaste
certeiro,
Como
ferramenta em mãos de carpinteiro
Que formaram
o que sou hoje,
Parte de um só
eu
que somos
dois!
Francisco
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