terça-feira, 25 de junho de 2013


Tomei por engano
O elixir do crescimento
Sofro porque estou fadado

Ah, minha angústia!

Cipriano
“Conto”

Eu não conto mentira
Também não conto verdade
Nunca estive mais sério
Do que nas minhas
Gargalhadas coloridas
A poesia
Não
Serve pra nada
Pra bater na cara
Pra nada nada
Pra que
Serve
Ela?
Para o eu falar de
Mim
Quem sou mim?
Cipriano

domingo, 16 de junho de 2013

Três  coisinhas complicadas... O SE, o TALVEZ e o QUANDO!!!


Caminham juntos... pra complicar o que por vezes  bom já não está! O engraçadinho do SE  é aquele que impõe... que condiciona...que nos encosta contra a  parede... mata de raiva!!!!  Já o misterioso do TALVEZ, chega de mansinho... com carinha de bobo e vai nos enlouquecendo com suas terríveis indecisões!! Aí vem o tranquilo do QUANDO...com seu jeitinho de calmo...de quem nunca tem pressa...
Eu... fico no meio desses sujeitos complicados!!!!  Um, nunca sabe de nada... o outro deixando tudo pra depois... como se não bastasse  o outro se amarrando a coisas pra  ter justificativas....
Esses três são de enlouquecer qualquer  um que não sabe esperar, nunca aprendeu deixar  nada pra depois e também nada entende de impor condições...
Pois é!!! Mas eles estão por aqui!!! Andando ao meu lado e  me tirando do sério!!!
Resolvi que vou ignorá-los.  Quem sabe assim eles somem??!!... Não dou mais ouvidos pro sem graça do TALVEZ!!  Pro QUANDO, posso dizer-lhe que estou com  muita pressa!!! Agora, pro SE, quem sabe  eu falando que  não me agrada em nada suas manias, seu “possivelmente”...ele compreende??...
Mas enquanto não resolvo, vou convivendo com essas três coisinhas complicadas... que atrapalham minha vida e confundem minha cabeça!
Outro dia o TALVEZ esteve comigo... Meu Deus!!! Eu estava quase enlouquecida de tantas dúvidas... quanta confusão ele aprontou! Por fim eu já nem sabia mais o que eu estava fazendo... ele apareceu; meio sem avisar (como sempre).  Já o SE me procura sempre!! Larga tudo nas minhas mãos... sempre com essa historinha de “depende”... Impondo tudo e sempre discordando de um   grande amigo meu, o AGORA; que por sinal também não se entende muito bem com o TALVEZ.
O QUANDO tá sempre por perto!! Perturbando minha paciência... pois ele sabe que não concordo com esse papo furado de “quando der...”!! Mas... fica por aqui me aborrecendo...
Tive um “Piripaque” outro dia!!! Resolvi não mais conversar com o SE!! Encheu!!! Cansei!!! Sujeitinho sem graça... disse pra ele parar de inventar condições, dificuldades!!  Aproveitei que não estava bem e falei com o QUANDO pra ir conversar com o TALVEZ , pois se entenderiam muito bem!!! São super parecidos...nunca sabem de nada... nunca marcam  nada...  um demora muito e outro vive na incerteza...
Bom, fui procurar uns amigos que andavam meio sumidos!!  Telefonei pro HOJE e pedi a ele pra chamar o AGORA pra gente bater um papo!! Mandei um e-mail pro CANSEI e disse pra ele não sumir mais não! Pra não me largar na mão!! Ficar sempre por perto pra eu não me esquecer dele!  Adicionei a FELICIDADE no Facebook e ela me aceitou!!! Abri o MSN e lá estava  meu grande amigo desaparecido, o AMOR PRÓPRIO!! Conversamos muito...voltamos nossa velha amizade!!!
                                                                         


 Célia Cristina do Amaral
Nossa!! Que confusão!!

Será que esquecer
É abrir mão de sonhos?...
Esquecer não é tão fácil assim...
O que passou não apagamos...
Se  perdi a razão
Vou fazer o quê?...
Já fiz!!! Não posso apagar!
Talvez ainda haja tempo pra dizer
“Perdoe-me por ser assim!”
Ou talvez
“Chega!!! Não quero sofrer!”
Você não tem culpa
De não compreender o que sinto...
Meus atos insensatos
Poucos  entendem...
Por vezes, nem eu os compreendo!...
Parece teimosia de criança mimada...
Mas na verdade não temo...
Transformo minha vida!!!
Recomeço do zero...

Algo interessante é o amor, não é?...
Gostaria muito de compreendê-lo! Muito!!
Mas creio que nem eu
Nem ninguém  é capaz
Por isso mesmo que muitos o temem...

Deveríamos  nascer uma  cota pra amar!!
Talvez  fosse menos difícil....
Possivelmente fosse mais fácil dizer
“Vou parar por aqui!!”
Certamente o amor próprio
Falasse mais alto.
Provavelmente  não esqueceríamos
De nós mesmos...
É... quem sabe desta forma
O tal do medo impedisse tantas coisas...

Como eu queria ter medo...
Ser covarde ...
Como queria “vomitar”
Esse gosto amargo
Que trago na boca...
Pois é... vou ficar no “queria”...
Não sou covarde!...
“Perdoe-me por ser assim!”

Busco Vida!!  Felicidade!!!
Transformo TUDO!!!
Arrisco-me!!!! Pago pra ver!!!
Não abro mão de sonhos!!
Não arrependo-me de quase  nada!!
Mas não permito-me  sofrer...
Esquecer de mim?... Nunca!!
Isso não!!!
Amor próprio é coisa séria!!

Escrevo ...escrevo...
Parece que escrevendo passa...
É como se fosse Amor Virtual!
Ajudasse a noite a passar...
Esquentasse o coração...
Alimentasse a alma...
Esfriasse a cabeça...
Sei lá!... Só sei que escrevo!
Escrevo sem regras...
Sem pensar em quem vai ler...
Sem muita preocupação
Com o certo ou errado...
Sem fazer muito uso
Da inteligência ou razão...

Sinto-me só... muito só...
Porém não triste...
Procuro-me por aí...
Em algum lugar certamente estou!
Como diz Simone
“Eu caçador de mim!”

Alguns erram por inocência
Outros por incompetência...
Maldade... loucura...
Incapacidade...
Covardia... medo... acomodação...
Em nenhum desses me enquadro
Posso garantir-lhe!!
Acredito no novo...
Numa NOVA VIDA...
Acredito na FELICIDADE, sim!!!

 “Perdoe-me por ser assim!”



Célia Cristina do Amaral

Manifesto do vazio

Manifesto do vazio


O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

Camões

Contemplo o escuro do meu quarto numa noite fria de junho e penso num futuro que poderia ter sido. Deste futuro do pretérito, o que mais me inquieta é pensar nas antigas expectativas de alguém que um dia amou  interessada e desinteressadamente.
Há tempos que meu coração é lugar vazio, o que me amedronta.Veja bem, o maior perigo para quem sempre amou é estar num quarto vazio numa madrugada fria e se dar conta de que, como aquele espaço, o coração é vazio. É evasivo. Sem dono. E por quê? Bom, meu caro, quando tomei a decisão de não mais amar, confesso que não acreditei no que eu impunha à minha alma, ainda jovem, mas desesperançosa. Você constrói sonhos com o outro e este outro de repente não está mais ali pra te dizer que aquilo é o que “sonhamos”. Ou você idealiza e isso é o bastante pra viver como um esquizofrênico.A verdade é que um dia você tira os óculos coloridos e percebe que seu mundo é preto e branco mesmo. Turvo. Cheio de pontos cegos. E não há mais nós, tampouco planos. E você se vê num beco em que a única saída é escolher sair dele sozinha e não amar como antes.
Aí que reside minha inquietação: de fato, minha “autopromessa” se cumpriu e meu coração está em aberto. E, como qualquer ser humano paradoxal que é, se dá conta de que amar é uma das melhores experiências que se pode viver. Não importa o tamanho, duração e intensidade que se vive tal amor: é amar que te torna mais belo neste mundo perverso. Atire a primeira pedra quem não gosta de se deitar apaixonadamente com quem ama e levar às últimas consequências do prazer este amor. Gozar com o corpo e a mente junto de quem se ama é uma experiência espiritual. Por quê? Ora, porque te leva a um lugar que só por esta via pode ser alcançada.
Há quem defenda que é possível ser feliz sem amar. Concordo em parte. Não acredito nesta conversa do senso comum que diz que pra ser feliz tem que ser a dois. Custei a entender isto e tento compreender a experiência que é estar sozinha , criar e cunhar meu espaço individual e sobretudo, se entender. Contudo, há algo em mim que o tempo todo desperta para a vontade de me apaixonar.
Ah, como é bom poder se envolver, ter um quarto vazio numa madrugada de junho para poder desfrutar do silêncio com o outro. Acontece que não há o outro. Que ele não exista ali ao seu lado fisicamente é perfeitamente aceitável, uma vez que ele reside nos pensamentos e devaneios mais íntimos da psyché. Todavia, o que se faz quando nem nos sonhos ele reside? É desejo, mas não é projetado; não tem rosto e só poderia existir à medida que o pensasse. Mas não penso e isso me faz infeliz, porque apesar da inexistência, havia um ideal e agora não há mais. Havia sonhos, planos, aspirações e agora não há mais. A ansiedade e a idealização não existem mais também...vazio...vazio...vazio...
Em qual tempo ficou perdida a minha coragem pra amar?


Laura 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia dos namorados...

E no dia dos namorados...

Num certo dia dos namorados
Inventei poesias de amor
Fingi pra não me chamarem
de poeta Casmurro, infeliz, mal-humorado!
Decadentista diria o intelectual,
Despeitado diria o menos letrado!

Verdade é: Acho a vida rosada uma modorra, um saco
Tão bonitinha para dois! Cantiga de ninar para os outros...
Esta é minha poesia sincera,
Casmurra e mal-humorada!
Mas seria infeliz? Claro que não!
Sozinhos e realizados
Em um dia dos namorados
Por que é tão impossível assim?                                                                          

Companhias são fugidias,
Somem, reaparecem, estúpidas e bobas,
Vêm e vão, como o quente verão
loguinho se esvai...
Deixa saudades, mas se vive sem!
Uns 50 anos, quem sabe cem?

“Por que viveste tanto?” Perguntaram à anciã
“Enviuvei aos 30”, exclamou!
Dizem: “O amor fica”! Ah, fica! Mas quem é este amor?
O kid hiperativo- trapalhão?
Este conheço, adotei, dorme do meu lado!
É meu companheiro e camarada,
Melhor amigo desde o dia em que vi
Que sou minha melhor companhia...

Assumo e repito, mesmo que cause furor:
Este mesmo poeta bêbado e insensível
Prefere a companhia de si!

Conjuro meu direito,
De achar cupido um moleque meio chato!
Se hoje é dia em que solteiro chora,
Vamos celebrar nossas lágrimas com vinho e risada,
A alegria de, acompanhado, poder estar sozinho!
E de, sozinho, poder estar acompanhado!

Menos Julia Roberts e mais Palas Athena!
Menos Romeu e mais Dionísio!
Idealização é, na vida, pasta americana:
Torna a vida mais bonita, Mas sem gosto!
Verdade tem gostinho de carqueja,

Mas evita indigestões e muito desgosto.
Francisco Gonçalves 
Tomo Remédios
Todos os dias
Uns de tarjas
Pretas
Outros de tarjas
Amarelas
Mas os melhores são
Azuis.
Compulsivamente
Tomo, sem limite
Engulo
Como
Cheiro
Em doses homeopáticas
Ou de uma só
Golada
Tomo Remédios
Todos os dias
Dentro de uma [caixa]
Várias caixas
De tarjas,

Poesias.
Cipriano

Sitis Cor

Sitis Cor

Amans, Amantis,
Almas Consonantes,
Aromas
Devaneios
Olhos errantes.

Mãos frias,
Sonho serias?
Ímpetos claudicantes
Flamen inflamante, ó Eros,
Por onde andarias?

Mutatis mutandis
Duras para sempre?
Ou és folha ao vento
Em vaivém e tormento?
Dor?
Sorriso?
Incerto concerto o Amor...
Explicar?
Inexplicável.
És só

Amor...

Martim
O meu amor
Se faz
Poça
Por isso não seca,
Se irá secar.
A pachorra
Dos meus atos
Não corresponde.
Paixão
Talvez de bolha sabonesca.
Se penso

Acabou...
Cipriano
Eu sou o que sou
E meu ser
É de tamanho
Completo
Nem isso
Nem aquilo
Ego.
Quem gostar
Que gostem
Gozo
Tem
Em
Todo meu

Eu...
Cipriano

domingo, 9 de junho de 2013

Amar é afundar o peito
Pra dento
Amar é dizer sem limite...
É não e sim triste
Amar é sofrer contente
Um sorriso tristão

Amar nem sempre é amar...

Cipriano

Forma

Os maus amores,
Os que me machucaram, corroeram, magoaram,
Os que pedaços e cacos de mim, abruptamente,
Violentamente, arrancaram

Os olhares não correspondidos,
Os sorrisos frustrados...
As histórias não vividas,
Não desfrutadas!
Sangrentos fados,
Prantos levados

Na verdade, não me quebraram,
Muito ao contrário do que pensava.
Os golpes que pareciam os de uma toada destoada
Trágica, sem rumo, até desvalida
Me burilaram, (en)formaram,
Para que eu estivesse do tamanho certo,
No dia em que, finalmente,
Encaixasse em ti, naco de min’alma,
Pedaço de mim...
O amado amor que reside aqui

Cada martelada doída que levei,
Cada lágrima que, completamente em vão, derramei
Foi engaste certeiro,
Como ferramenta em mãos de carpinteiro
Que formaram o que sou hoje,
Parte de um só eu
que somos
dois!


Francisco
Para Caeiro.

“Sentir é estar distraído”
Caro companheiro novo de estrada
Se novo foi....
À morada da estrada
Escrevam também por mim
Moço da tabacaria fechada
Amigo meu de madrugada
Sentir é mundo que não tem fim
“Malis” dos “malis” amados
E dos que fingem amor
E dos que amam
A amante que não os ama
“Sentir é estar distraído”
Estar distante
Aí....
Sentir a recua do tempo
Sentir é...
Não sei, é frio é calor é vento...
 Cipriano
Há quem diga Ó silentium...
Meu silêncio dentro de mim
Eu
E nas minhas memórias latentes
Vates muitos
Nas noites de Selene
Clamam em mim  minhas memórias
Que eu não sei que tenho,
O som nada
No universo completo
Farfalha e goteja e ventania
Soa o dia.
Assim deve ser o som dos anjos,
Pausa e pausa e pausa e colorido das estrelas brancas
Bramindo as brunas brandas do infinito...
Silêncio...

Silêncio!
Cipriano
Um vento duro
Martela forte-compassado
Meu peito de vontade
Ai de mim sem desejo!
“E dancemos entre Deus e o mundo”
E tomo emprestado tal “mostrengo”
De um grande elegante Ser
Quem és tu amargo medo?

Um vento duro, e pontudo e tento...

Cipriano

Muro de Eras

Muro de Eras

Naquele muro de heras
Vi passar o passado...
Lento e pesado,
Como caudaloso rio a murmurar.

Aquela pedra fria de folha datada
Confidenciava-me coisas que decidi olvidar
Falava de ti e de mim, deles e de nós,
Sempre a insistir, sem nunca parar de falar

Naquele muro vi as Eras,
Eras donde vim, Eras em que vivi
Essas que prefiro esquecer,
Mas que vem me revisitar...

Naquele muro, naquelas heras,
Naquelas Eras, em que tu não eras, nem eu...
Onde perto, dentro, aquém ou além,
Insisto, permanecerei.

Até as horas culminarem, ou eu desistir,
Ou o muro de heras com o passado ruir
Com a morte das Idades, ou o agonizar do tempo
Ou meu fim.

Francisco Gonçalves 
Canto para lua
Uivante
Lua flamejante
Lua minha
Lua de mim
Porque tal morte
Eu me calo
A vida fala
Desprovida linha do meu
“Cor”
E sofro como um cão danado
Luna no alvo
Lua no alvo
Lua minha
Amada formosura
Luna
Lum

Ah!!!

Cipriano
Olhava tudo
Com olhos de telescópio
O mínimo era ser super-homem
Hoje contento-me em ser bom
Homem
Tudo através da diáfana
Bolha de sabom
Bom
Bombom...

O mundo foi meu.

Cipriano

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ode aos fofos

Ode aos fofos

Aos meus amigos.

Aos que se autodefinem fofos,
Eis a minha homenagem, porque longe de serem estorvos
Fazem bem ao mundo e merecem estes louros!

Os fofos são, por assim dizer,
Uma raça evoluída e apartada
De bobos apaixonados

Que insistem em dizerem-se humanos
O que, todavia, não são
Já que magoar ou chafurdar é o que sempre intentamos

São os fofos classe superior
De corajosos covardes
Que insistem em amar com amor!

Forjados pelo pouco sofrer
Ou pelo muito carpir,
Luzes que brilham, no árido solo daqui...

Ah, fofos! O que será de nós,
Quando voltardes vós,
Para o céu donde viestes?

Ah! Não quero pensar neste dia,
Em que, dolorosamente,
Esta alma esturricada vos perderia!

Suportaremos, até quando, nossa própria secura?
Dormir e acordar sem sonhos, na dureza da amargura
Sem a doçura dos vossos braços, que outrora aqui estavam...

Que se proclame um feriado aos luminares,
Para que nunca pensem em fuga:
O dia dos fofos, que não será, para mim, feriado...
Mas, alegre, mato trabalho, para fofamente, comemorar convosco,
Caríssimos fofos!


Francisco Gonçalves 

sábado, 1 de junho de 2013

I’ll be there for you

“I’ll be there for you”

Meus olhos secos, cansados
Lassos de os teus buscar:
Par de lumes baixos, quase apagados.
Castanhos, mágicos, sem lar

Oblíquos, que de mim se desviam,
Em confuso girar de sentir me atiram
Velozes como arisco gato, ave fugidia...
Sem repouso, sem rota, nem via...

Esse olhar não mais repousa no meu,
Quão dorido e machucado coração assim
Por não poder ver reflexo de luz,
No castanho baço que sobrou pra mim

Corço, como te permiti fugir?
Num relance te perdi...
Quanto te quero, quanto te quis!
Não, não posso deixar-te partir

Utopia ou loucura; sigo.
Em lúgubre negrura,
Não me desespero...
Resignado, ainda te espero...



Francisco Gonçalves