Para
tão longo amor...
Entre desvios
bifurcados
Entre enleios de
caminhos entroncados
As nossas vias se
cruzaram,
Mergulhei nos
castanhos de teus pequenos olhos,
Encontrei sentido
único em teu rosto bem talhado,
Na barba grossa que
me alça às nuvens
Quando em meu
desnudo corpo roça...
Uma rota inesperada
fulgurara.
Nos descaminhos de
uma calculada louca vida,
Rumo em teus lábios
encontrei...
Qual é o sentido de
amar,
Se não o de se
perder sentido as linhas
Dantes traçadas
quando o amado inexistia?
Qual é o sentido de
amar,
Se não o de não ter
sentidos e caminhos?
Na tua pele morena,
no tato e calor dela,
Meu estado febril e
temperatura amena
Encontram-se num
desequilibrado equilíbrio exacerbado:
Amar é fazer
presente o sempiterno estado de um beijo,
Amar é trilhar o
caminho do eterno segundo
em que as nossas
almas se encontram no gozo indizível do encontro,
mortos e enterrados
passado e futuro,
só o presente temos:
ponto de luz entre nossas mãos os corpos,
num beijo eterno temos
o continente de todo o mundo!
Quem o mundo tem
com caminhos não se importa
Destino não é nada,
Só nosso tempo há.
Eu te amo é o
espaço onde teu coração não é o objetivo,
É a via pela qual ditoso
trilho.
Francisco,
abril 05, 2016
Quando
amor o poeta viu e compreendeu o que não entenderá nunca...
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